quarta-feira

Traumatizados, sírios tentam transformar campo de refugiados em lar

Medo, ansiedade, insegurança são sentimentos comuns em Za'atari, mas os 120 mil refugiados sírios que hoje vivem no deserto da Jordânia tentam estabelecer uma rotina longe dos horrores da guerra civil no seu país

Sol nasce atrás do arame farpado instalado na cerca do segundo maior campo de refugiados do mundo Foto: AP
Sol nasce atrás do arame farpado instalado na cerca do segundo maior campo de refugiados do mundo
Foto: AP
“Eu teria vendido a mim mesma, mas Amara era a única virgem da nossa família. Nós tivemos que vendê-la para permitir que orestante de nós pudesse sobreviver”. Amani, uma síria de 22 anos recém-completados, teve de casar a irmã mais nova em troca de US$ 300 porque a jornada de 10 horas por dia em uma ONG em troca de um salário de US$ 3 não estava sendo suficiente para alimentar sua família. Seu marido e quatro dos cinco filhos do casal morreram quando a casa onde moravam, em Damasco, foi atacada por mísseis do regime. Hoje, Amani sustenta os pais – a mãe está doente e o pai é um idoso – e sua filha mais nova, ainda bebê.
Visão geral do campo de Za'atari, casa de 120 mil refugiados Foto: AP
Visão geral do campo de Za'atari, casa de 120 mil refugiados
Foto: AP
Amani e sua família vivem em Za’atari, na Jordânia, atualmente o segundo maior campo de refugiados do mundo, com quase 120 mil habitantes (atrás de Dadaab, no Quênia, que tem quase 400 mil pessoas). Sua história (que pode ser lida no site Syria Deeply, na íntegra, em inglês) faz parte de um mosaico de relatos que ajudam a entender o tamanho da crise humanitária causada pela guerra civil na Síria – já são mais de 2 milhões de refugiados. Há um ano, quando abriu, a poeirenta cidade de tendas montada a 12 km da fronteira síria tinha apenas 100 habitantes. Hoje, recebe 2 mil novos moradores por dia, segundo dados da Acnur de setembro. 
fonte: terra

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