terça-feira

Iron Man e Skynet: A dominação Através das Máquinas

Que os EUA pensam ser donos do mundo, estamos cansados de saber. Até o momento eles tentam a todo vapor, mas não conseguem convencer os povos de que "é preciso um governo único e ditador". Se não conseguirem por bem (deles, é claro), eles planejam conseguir por mal mesmo.

Depois que o Pentágono demonstrou em abril que é capaz de produzir robôs que sentem e agem por conta própria ao melhor estilo da Skynet de "O Exterminador do Futuro", diversos avanços na área de "exércitos robóticos" foram sendo revelados aos poucos.

Ainda no fim de 2012 o Pentágono apresentou "A Mula", um robô em forma de quadrúpede capaz de enfrentar terrenos difíceis e com poder de fogo para liderar tropas.




O que era apenas um protótipo barulhento e desengonçado que atingia uma velocidade máxima de 8km/h está aperfeiçoado menos de um ano depois. O novo projeto, chamado de "Gato Selvagem", pode alcançar 26km/h - sendo a velocidade média de corrida de um ser humano saudável medida em 37km/h -, além de dar cavalos-de pau (!).




Mas há novos projetos em desenvolvimento pela DARPA em associação com a Boston Dynamics e oPentágono. No início do ano, um projeto conhecido como Cheetah conseguiu alcançar a incrível marca de 46km/h - quase a velocidade máxima do ser humano, que é de 50km/h - carregando equipamentos militares. Como afirmado pela DARPA, "a meta é criar um ser robótico com capacidade de decisão sem assistência [inteligência artificial] e que corra a pelo menos 80km/h".
Atlas
DARPA está criando sua família robótica de destruição com extrema rapidez, abrangendo quadrúpedes (A MulaGato SelvagemCachorrão) e bípedes (Atlas).

Este último, visto na imagem ao lado, é parecido com um ser humano e tem a capacidade de andar em apenas duas pernas, deixando seus braços livres para lutar ou atirar. Seu protótipo foi o horrível PetMan.

E se esses robôs não fossem o suficiente, os EUAprovam que sua meta é a dominação mundial através do medo com a criação do Lockheed, um dronevoador gigante capaz de carregar carros e bombas de até 3 toneladas. Uma vez no solo, doisLockheed trabalhando em conjunto conseguem levantar um caminhão de até 8 toneladas ou mover escombros para facilitar a passagem dos outros robôs e das tropas humanas.

E estas também não ficarão desprotegidas. Nesta semana, as forças armadas especiais dos EUA (USSOCOM) apresentaram mais detalhes do projetoTALOS (Tactical Assault Light Operator Suit - Traje de Operação Leve para Assalto Tático), um traje de guerra capaz de transformar o combatente em um “super-soldado”.

A novidade será capaz de oferecer visão noturna, maior proteção contra rajadas de balas e, graças a uma estrutura hidráulica no exoesqueleto, até mesmo força física adicional. O traje também terá sensores para monitorar os sinais vitais do militar – temperatura, batimentos cardíacos, pressão sanguínea, entre outros – e responder a qualquer anormalidade, fornecendo mais oxigênio ou o medicamento conveniente, por exemplo. Este controle todo será feito a partir de computadores embutidos no traje, que poderão ficar inclusive responsáveis pelas comunicações do soldado com centrais operacionais e pela emissão de alertas.

Mas não há dúvidas de que a característica mais incrível do TALOS será o seu revestimento. Tendo como base uma tecnologia que está sendo desenvolvida no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a armadura terá em sua composição um material capaz de passar do estado líquido para o sólido em questão de milissegundos mediante estímulo elétrico ou magnético. Na teoria, isso significa que partes do traje serão capazes de se “regenerar” sozinhas instantes após o impacto de uma bala. 

TALOS ainda é um projeto em fase embrionária, mas se vingar, estará assustadoramente perto da armadura do Iron Man. Diante da inevitável comparação, Bill McRaven, o almirante responsável por apresentar o projeto, revelou que a ideia não tem inspiração alguma no personagem, citando inclusive que a armadura não é capaz de voar. A ideia, segundo o militar, surgiu após as mortes de soldados norte-americanos no Afeganistão. Mesmo assim, como não lembrar do velho ditado “a vida imita a arte”?

Todos estes avanços na robótica são apenas testes iniciais, mas o Pentágono não descarta seu uso depois de totalmente aperfeiçoados. Uma estimativa para o TALOS é que em 3 anos ele possa ser usado em combates. Os robôs poderão auxiliar as tropas em menos de 5 anos.

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